(por Moury)
Estas palavras deveriam ter sido redigidas há alguns meses
atrás, mas foram contidas para que a história em vida pudesse ser desenrolada e
esta escritora pudesse colocá-la em papel.
É a primeira vez que escrevo sobre algo que existe algo mais
real que a carne, as dúvidas presente no ser, as sensações que sinto como
espectadora de uma tragédia que premedito em meus pensamentos mais lógicos.
Eu sempre a avisei, nunca senti a desapoiei, pois a entendi
de uma forma profunda e inconsciente, afinal somos todos humanos e temos os
nossos desejos de formas diferente, mas distintamente semelhantes só que
hipocritamente não falamos por razão.
Existiam três partes e em qualquer final que eu a podia
aconselhar em sua traição uma delas sempre sairia quebrada, o meu maior medo
era que a parte poderia ser a dela, e seria de certa forma. Mas avisos não
adiantam, quando o ser não esta disposto a ouvir ou a mudar.
A mulher era experiente, não era mais uma jovem, porém seu
rosto e aparência era de uma pessoa que possuía esta qualidade, além de uma
aparência dura e frágil ao mesmo tempo, sofreu e deveria ter adquirido a
vontade de crescer, foi o que mais desejei, afinal , sempre foi um ser que se
eu pudesse apostar entre tantos por sua capacidade de força e objetividade no
que faz seria a primeira pessoa de uma longa lista de nomes inúteis para uma
nação.Como era casada tinha como se sustentar pois dividia suas despesas,
trabalhava muito e dedicadamente no comercio, sempre crescendo nesse ramo.
Sempre admirei sua honestidade e sinceridade absoluta, o que
as vezes era um problema.
Ela tinha seu companheiro como um amigo, não se sabia ao
certo se era por comodismo que estavam juntos a tempo ou se ainda havia algo
que acendia dentro dela ainda, porém sempre estavam bem entre uma dificuldade e
outra. Porém um dia ,penso agora, me sinta culpada e correta ao mesmo tempo,
pois não fugi dos meus dogmas em dar o conselho que ela buscava.Uma certa vez
ela me falara de um velho amor da infância que não fingia da sua cabeça a anos
e gostaria de saber como ele estava, ela havia o magoado.
Como ela realmente sentia algo profundo e incontrolável como
só quem amou alguma vez na vida deve saber, como é aquele ardor no peito, o
cheiro durador por décadas a fio, o toque marcado a pele como uma tatuagem
invisível, os sonhos presos em oráculos de tempo eterno, lembranças que nunca
poderão ser quebradas nem com a maior das substituições, eu disse que mandasse
uma mensagem dando inicio a narrativa.
Eu realmente não me culpo, pois destinos são traçados e nós
somos peões e cabe evoluirmos com este.
Com o decorrer do tempo eles se aproximaram e é previsível o
que aconteceu, a criação amorosa de uma figura geométrica que ocupa o espaço
interno limitado por três linhas retas.
Neste tempo seguinte tive muitas obrigações a resolver e me
ausentei dos acontecimentos em referentes a esta narrativa.
Ao me atualizar
recebi a feliz noticia que a jovem estava na faculdade, realizara o que tanto
aclamei que começasse e que estava muito bem com seu companheiro. Com seu “amante”
ainda estava com ele sobre tranco e barrancos, escorregando das surpresas que poderiam
levariam a descoberta de sua “transgreção”. Eu a minha advertência mais de uma
vez, a situação agora havia ficado muito delicada, ela perderia tudo se fosse
apanhada, além disso, pedi que refletisse se valia apena fazer o que estava realizando.
Porém, ela afirmou que iria se afastar e concordou que o seu cerco estava se fechando.
Nada foi cumprido, ela havia voltado a casa dele e ainda
mentido para mim, e ela se perguntava ainda como eu havia descoberto o que ela
havia me escondido!? –Nada como um exemplo simples para prová-la como o que
estava fazendo era falho! – A própria terceira ponta do triangulo havia me
dito. Volto a repetir: O ser humano é
falho!
O fim desta narrativa merece inúmeros finais aplaudíveis,
porém até agora ficcionalmente não consegui pensar logicamente em nenhum em que
as três partes saiam felizes, posso até afirmar em dois mais prováveis e
tristes por teoria, mas será o próximo ato.
(Continua...)
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