quinta-feira, 17 de maio de 2012

início da noite


Descrever o início da noite

Deito em plena escuridão noturna com um abajur demodê referencia no design da década de 80. A luz da parafina derretendo no interior do vidro aquecido preenche suavemente o quarto equilateral aonde se encontram um guarda-roupa de boa madeira embutido, a cama de colchão reconfortante coberta por lençóis aconchegantes, ainda existe no meio da penumbra uma mesa de vidro minimalista que apoia um aquário um pouco sujo com peixes japoneses bem criados.
Numa das paredes frias encontrasse singularmente uma cobertura vermelha intensa, diferentemente das outras , rabiscadas com técnicas de grafite e pastel oleoso, aonde figuras visivelmente imploram ao seu artista para serem concluídas com esmero.
A realidade da madrugada invade a janela envidraçada e fechada com a luz branca do satélite orbital. As cores se misturam através das silhuetas dos móveis estáticos, as suas respectivas sombras vão andando lentamente com o passar das horas até que sumam com o amanhecer discreto do dia que raia fora do cômodo.
(BRUNA MOURY) 

Um dia chuvoso




Exercício de P.T -Descrever um dia chuvoso:

Dentro de um apartamento alto sobre um chão de mármore bicolor gélido admirava pela janela poligonal as nuvens que chegavam vagarosamente ao longe. Os grandes chumaços de algodão acinzentados mostravam toda sua prepotência a cada instante de crescimento lento, resultado de sua perspectiva de aproximação naquela manhã cândida.
As gotas de chuva fria caiam sobre o vidro levemente empoeirado da janela em minha frente. Escorriam em sincronia perfeita proporcionada por caminhos aquáticos que desenhavam tuneis impares a cada piscada ocular.
O fenômeno chuvoso não durou mais que minutos precisos de relógio digital, o céu tornou-se pálido e sereno até abrisse em respeito ao grande astro Sol, risonho, alegre, poderoso;
(BRUNA MOURY)